Matthieu diz que a referência veio de um livro que achou na biblioteca de Gabrielle. Trabalhou dentro do universo lúdico, em um cenário com flores gigantes, em que quase todas as peças fazem referência a alguma fábula: além do João e o pé de feijão, tem O gato de botas, A galinha dos ovos de ouro, O patinho feio e Cachinhos dourados e os três ursos. Um conto de fadas na vida real. Os bordados refletem essa narrativa com flores, folhas e formas orgânicas. Blazy, ao invés da tradicional noiva, escolhe encerrar a apresentação com um little black dress – uma homenagem ao vestido preto eternizado por Gabrielle Chanel como um dos maiores símbolos do guarda-roupa moderno.
Um jardim em formato de texturas, volumes e muitos bordados que pareciam nascer do próprio tecido. O tweed, um dos maiores símbolos da maison, foi reinterpretado em diferentes proporções e acabamentos, ao lado de peças de chiffon, transparências, plumas e aplicações que criavam movimento e volume. A cartela de cores foi conduzida por tons neutros, nuances pastel e alguns pontos de vermelho. O preto também surgiu do início ao fim, trazendo toda a elegância e modernidade. Entre técnica, fantasia e savoir-faire, a Chanel apresentou uma alta-costura que renovou seus códigos pela criatividade, inovação e continuidade.


















Deixe um comentário