Alargar o tempo, tecer a vida

design sem nome (22)

Exposição das artistas franco-coreanos Park Chae Dalle e Park Chae Biole em colaboração com a galeria parisiense Anne-Laure Buffarda, pela primeira vez no Brasil, na Galatea (espaço na Oscar Freire)

“Quando se trata das minhas instalações têxteis, uso a expressão ‘Hand to hand’ (De mãos dadas), pois elas parecem se dar as mãos: para evitar a queda, para se apoiar mutuamente e simplesmente para estar juntas. Isso também reflete o que a arte representa para mim: algo que me ajuda a me agarrar à vida. Por meio dessas instalações, investigo a solidariedade, a união, a comunidade, o compartilhar e, acima de tudo, a esperança, valores que hoje parecem mais essenciais do que nunca.” (Park Chae Dalle).

“Trabalho com diferentes meios, entre eles escultura, pintura, escrita e instalação. Minha prática se concentra no corpo e na mobilidade, entendida como um movimento recíproco. A maioria dos meus projetos tem um caráter nômade e podem ser facilmente levados ao olhar do espectador. Por meio dessa abordagem reflito sobre a inclusão de pessoas com mobilidade reduzida nos espaços artísticos e questiono como percebemos o mundo ao nosso redor e interagimos com ele.” (Park Chae Biole)

São pinturas em superfícies como persianas, bolsas ou estruturas têxteis. Achei lindo o trabalho delas. Principalmente depois que procurei conhecer um pouco mais sobre a intenção e emoção envolvidas no trabalho das duas artistas coreanas. Para mim é uma inspiração no sentido mais profundo da arte e da criação… sendo assim estes pequenos momentos também acabam se tornando uma forma de alegria.

Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *